sábado, 16 de agosto de 2008

Já, já...


Tô voltando e com força total...em breve, saindo do ócio!!!
*
Ana.............................

sábado, 18 de agosto de 2007

Eu furei nesse dia...


Amendoeira
(Marcelo Camelo)

Amendoeira à beira da janelaÉ ela quem olha por mim
Chora nas folhas derradeiras mágoasDas primeiras horasGalhos rasos d’água
Fosse ainda coisa passageira essa tristezaFeito assim um peso que se leva sem notarFosse ainda um peso verdadeiroFosse inteiro eu carregava amendoeiraDe certeira eu carregava
Toda essa tristeza companheira de janelaDeixa que com ela a gente fica à vontadeCabe nos seus galhos o meu pesoQue beleza amendoeiraA certeza de ser triste do seu lado
Amendoeira

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Toc-toc

Na rua ao lado, ouvia-se o toc-toc. Insistente, decadente, ele batia, já cansado, quase parando. Como se o continuar fosse a condição principal para alcançar os objetivos. Tem dias que é assim. Batemos, insistentes, e nada. Nada de pedra dura furada, mesmo com água mole batendo. A ação primeira evita as ações conseqüentes (ou inconseqüentes). Aí lembro de certos relacionamentos. Aquele que se arrasta lentamente, enquanto o outro já se arrasta para o lado oposto. Sobe poeira... tosse...bocejo. Dá um sono! De saber que algo está para se acabar, vem o lamento e a tristeza de pensar no fim. E volta a bater. Mesma tecla, mesmo prego. O toc-toc diário, ao sair de casa, ao voltar, ao meio-dia. Almoçar em paz! Um fala, o outro resmunga. O que resmunga quer deixar e o que fala se desculpa. E se arrasta... poeira. E bate... toc-toc. Os dois cansados, e o tempo passou. A vida é que passou mais rápido, naquela rua ao lado, onde se ouvia, insistente e decadente... o toc-toc.
20/12/06

O quarto

Um vestido, uma bolsa uma fotografia.
Lá está o botão, que cabe dentro dela, foi lá que eu vi. Que a boneca, o chinelo, o ventilador, ventila o pé descalço, o sorriso de plástico, a inocência de quem parou.
Gavetas, caixas, cadeiras. Há roupas, há carta, há gente.
Visto-me, escrevo, sento e choro copiosamente.
Viro-me, espelho.
Deprimo-me, quadrados.
Levanto-me, batidas.
Vejo-me refletida, a tristeza é amiga.
E cada compartimento de mim é um ato que me domina.
Não entre, não saia, não fique.
Prefiro a solidão, prefiro a companhia.
Mas vamos lá fora, ver o povo dar bom-dia.
21/12/06

Presentes baratos


Parecia cinema. O escuro aqui, e a vida passando lá fora. Mas à minha frente, o sorriso insinuante e o olhar pretensioso. Já tinha cansado da situação. Mas que nada! Todos os dias era um agrado. Flor, esmalte, batom. E um convite para o rala coxa. Ia à noite, com a saia vermelha. Cada rodada era um carrossel. A cada brilho e balanço, ele lançava um olhar. Aquele, penetrante. Ma carregava e nós dançávamos. E vinha aquele cheiro de desodorante barato misturado com cigarro. A unha pintada e o cabelo grande. Ele tinha tudo que eu não gostava. Mas eu o queria. E o beijava e deixava ser levada.
- Vadia! Por que tu vens?
- Porque te quero.
-Cala a boca.
Era dia. Do lado não estava mais. Só a flor. Aquela vermelha com cheiro ativo, que vinha com um bilhete cheio de erros de português. A lembrança do sorriso safado, a blusa de seda, cabelo molhado, lábios carnudos, pernas no mundo e aliança na mão esquerda. E as falsas promessas e os presentes baratos. Meu Deus, por que gosto dele, se tudo nele é detestável?
Mas ele me puxa e perco a noção. A vida é errada, mas hoje é sábado. E mais tarde tem mais rala coxa e as falsas promessas dele.
22/12/06

sexta-feira, 25 de maio de 2007


Menino, olha o mar.

Corre menino, escuta o barulho do mar
Vai ver quem chegou e corre pra vir me contar
Das ondas, desperta e sente o cheiro do sal
Que o sol já queimou e preciso entrar

Da janela vejo que o vento não quis cessar
E que a tempestade ameaça chegar
Vem aqui, me fala das coisas da vida
De como é o adeus no momento da ida

Do choro que cai pedindo:
-Não vá.
E das promessas:
-Um dia voltar.

Corre, corre, olha os barcos partindo
Conta-me quem vai na embarcação
Se é rico ou pobre, herói ou bandido
E a cor da camisa. E os pés, vão no chão?
Se vão, olha a cor. Estão maltratados?
Se não, há correntes com brilho engastado?
Ou são mesmo pés em busca do pão?

Menino, e as ruas, têm animação?
É Nossa Senhora ou é folião?
A banda tocando, o povo gritando
Parece que a vida é só diversão
Ou será só bagunça nos bancos da praça
De um povo ausente sem olhos na alma?

Precisam de vidros para contemplar
Que tudo ao alcance passa sem notar
Mas deixa menino, que do cheiro eu sei
Da forma, textura, do simples tocar
Agora eu te conto de como viver
E se apaixonar mesmo sem avistar

Eu vejo com a alma e sinto com as mãos
É bem mais profunda minha intuição
Enquanto os homens não sabem viver
Fechando os olhos que podem usar
Eu uso os sentidos e abro o coração
Contemplo a vida mesmo sem enxergar.


Ana Cláudia Andrade

em: 25/05/07


quarta-feira, 23 de maio de 2007




Calma, calma, calmaria

Calma, calma
Toma teu tempo e te acalma.
Porque o tempo
Tudo sabe, tudo espalha,
Tudo põe no lugar.
Aponta pra frente teu leme
E navega a pensar.

Chora, chora
Faz parte chorar
Com teu choro
Lava a alma
E depois, ponha-te a sonhar.

Clama, clama
Ao instante que te afaga
Dentre tudo o que te cerca
Grita, chora, mas sossega,
(tua) vida a continuar.

E no teu coração paz,
Embora transborde de agonia
Segue o passo, firme, forte
Calma, calma, calmaria.
Ana Cláudia Andrade
Em: 23/05/07
Com carinho, para: Renata Wirtzbiki.




Amiga, pensei em ti e saiu


o calma, calma...


Paz pra ti!!!




"Somos, se pudermos ser ainda
Fomos donos do que hoje não há mais
Ouve o que houve
E o que escondem em vão
Os pensamentos que preferem calar
Se não
Irá nos ferir o não
Mas que não quer dizer tchau.” Nando Reis – Quem vai dizer tchau?




Bjão...te adoro!!!

terça-feira, 22 de maio de 2007


All Star


Estranho seria se eu não me apaixonasse por você O sal viria doce para os novos lábios Colombo procurou as índias mas a terra avisto em você O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário Estranho é gostar tanto do seu all star azul Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar E continuar aquela conversa Que não terminamos ontem ficou pra hoje Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu Seu all star azul combina com o meu preto de cano alto Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato Estranho é gostar tanto do seu all star azul Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar E continuar aquela conversa Que não terminamos ontem, ficou pra hoje Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu Seu All star azul combina com o meu, preto, de cano alto Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não tenho seu endereço O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato...


linda, linda...


Bem que a Ju tentou fotografar esse carrinho horroroso que vimos no sinal. É um Puma vermelho. O cara tentou modificar, ou melhor, "tunar". Ficou feeeeeeeeio...mas quanta pretensão...saiu cortando todo mundo na avenida e eu falei:

- Pega Ju, a câmera na minha bolsa!!!

Ela tentou, mas o carrinho saiu lotado e tudo o que ela conseguiu foi a imagem surreal aí!

Câmera sem obturador + carro em movimento = tsc tsc tsc

Valeu Ju, fica pra próxima...foi "mangar" deu nisso!!!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Ânsia de Perplexidade


"Ler um livro é como um jogo, uma aventura que transforma o leitor. Encontramos sempre mistério, corremos sempre um risco. É essa a proposta de Clarice: fazer com que o leitor participe de sua história, entre no jogo, sinta-se protagonista. O desafio é a construção do sujeito, ou melhor: Lóri. Loreley, a sereia germânica que seduzia os navegantes do Reno; a sereia de Campos a quem Ulisses resiste, fechando-se a seus encantos, até que eles mesmos se tornem encantados.Por que acompanhamos/vivemos a história de Lóri com tanta emoção e/ou curiosidade? Talvez porque, para Lóri, tudo está por acontecer. Nada é rápido, tudo se constrói lentamente, como se a natureza estivesse acumulando a seiva da vida, mas sem perder o sentido de sua precariedade:
Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.
Talvez porque a narrativa concretize o próprio mistério da experiência: ignoramos o início, desconhecemos o fim. A vírgula originária, tal como nosso ancestral espermatozóide, não passa de uma continuação que apenas aumenta o sentido de precariedade, enquanto os dois pontos finais fazem desse relato algo infinitamente pungente, isto é, acentuam nosso desconhecimento do fim. Talvez porque esse livro, tão pequeno, encerra uma história que foge de suas proporções físicas, desenrolando-se em "longos" lapsos de tempo, com a grandeza e a severidade de uma narrativa bíblica. Não por acaso, seu sub-título é o "Livro dos prazeres", numa referência aos livros do Velho Testamento.Talvez porque Lóri e Ulisses sejam pessoas tão comuns. Professora primária, professor universitário. De suas vidas só temos poucas indicações, quadros pintados a distância, momentos já vividos:Lóri já havia contado a Ulisses sobre o tempo que, em Campos, os pais eram ricos e viajaram, demorando-se meses com os filhos num país ou outro, até que, ao mesmo tempo em que sua mãe morrera, a fortuna se reduzira a um terço.Vidas comuns e, no entanto, que profundidade de sentimentos já viam escondidos naquela aparência irrelevante! Vidas comuns, mas vividas com intensidade, com o prazer e dor de seres jogados num mundo, onde a felicidade é quase sempre uma ficção. Um encontro, um amor, um "caso". Tudo muito humano, "demasiado humano"..."

by: Geysa Silva, sobre a obra "Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres", Clarice Lispector.

domingo, 20 de maio de 2007

Caipirinha Cubana


Ingredientes:


60 ml de run

6 folhas de hortela

10 ml de suco de limao

1 colher sopa de acucar ou adoçante a gosto

Água com gás

Gelo em cubos


Modo de preparo:


No fundo de um copo alto, amasse as folhas de hortela junto com o acucar/adoçante.
Depois coloque o gelo, o rum, o suco de limao e complete com água com gás.
Dica: Não exagere no limão pois a fruta encobre o sabor dos outros ingredientes.


Enjoy!!!

sábado, 19 de maio de 2007

Viva o "alternativo"

Nunca pensei que o Orkut e o MSN me seriam tão úteis. Pois eis que encontrei um amigo por lá, e conversei com ele até altas horas da noite, tirando lições de como é agradável trocar idéias com alguém de opiniões contrárias às nossas! Fora os quase xingamentos, já que ele tentava me provocar e eu sempre revidava prontamente, acabei a noite, ou melhor, a madrugada, pensando numa questão muito interessante: esse tal de “alternativo”, existe ou não existe? Penso que bandas, pessoas ou a própria mídia se denominam assim, mesmo que não siga coerentemente os padrões, mas parece uma moda dizer que “sou alternativo”. Pois bem, fui ver o real significado da palavra, para não falar besteira: al.ter.na.ti.vo adj. 1. Que se diz, ou faz, ou ocorre com alternação. 2. Que permite escolha. 3. Bras. Fig. Que não está ligado a grupos ou tendências dominantes; que adota posição independente. A terceira denominação é a mais próxima. Segundo o meu amigo, musicalmente falando, alternativo é quem “ não faz música de acordo com padrões impostos”, e, segundo meu professor, que “não pensa unicamente no lucro proveniente da venda de CD’s”. De ontem pra cá o tempo não foi suficiente pra eu chegar à conclusão se isso realmente existe. Lembrei-me do Lobão, hoje pela manhã, mas o seu recurso não pode ser mais considerado “alternativo”, já que vários artistas, (Agnaldo Timóteo, por exemplo) que não são “alternativos”, usam a mesmo recurso (de ser o próprio distribuidor do seu próprio produto), dispensando assim, o trabalho da gravadora. Pra mim, o que muda, é só o destino do dinheiro, que vai direto pra mão do artista, sem intermediários. Mas a questão é bem mais profunda. O que, exatamente, caracteriza a transição, de tradicional para alternativo? Como se não bastasse o BUM do “alternativo” na música, há também uma “mídia alternativa” e até o estilo “alternativo”. Meu Deus, é moda agora! Dizem que o All Star é o acessório preferido... sou alternativa e não sabia, pois uso o meu branquinho sem nenhuma pretensão. Pois é, já tenho uma opinião formada sobre o assunto, opinião essa que pode ser mudada daqui a cinco minutos, graças a Deus. Acho isso tudo uma besteira, essa resistência à indústria cultural (discípulos de Adorno). Adoro música e sou bem simples no critério: gosto das músicas que me tocam. O que me interessa se Los Hermanos (a minha preferida) falam que são “alternativos” e tocam na Malhação? Ou no Faustão? Não pode? O que tem de errado na malhação? Pq passa na Globo? E o que tem errado com a Globo? Manipula? E quem se deixa manipular? Os burros? E qual o problema com os burros? Tem gente que não tem o que fazer... certas questões são um saco discutir, pois o gosto não se discute. Se meu amigo gosta de Belo, que mal há? É burro? Por quê? E se eu gosto de Los Hermanos, sou alternativo? Por que, fiz alguma escolha entre bom e ruim? Não, apenas ouvi e gostei, e adoro. Como poderia gostar de Frank Aguiar ou Zezé de Camargo, se me tocassem. Como o gosto musical pode interferir na personalidade, na índole, no bom papo que você pode levar com a pessoa e no que ela vem a pensar? Essa situação me leva a crer que, das duas uma: ou essas coisinhas se escondem atrás de uma máscara com essa mania de rotular tudo e todos, ou sendo “alternativos”, independentemente, adotaram a posição extrema de se acharem os donos da razão, do alto de um pedestal no qual que eles mesmos se colocam, e de lá só enxergam a casca e são incapazes de se humanizar, como se isso fosse possível. E viva o “alternativo”, se ele realmente existir.
Nunca pensei que o Orkut e o MSN me seriam tão úteis. Pois eis que encontrei um amigo por lá, e conversei com ele até altas horas da noite, tirando lições de como é agradável trocar idéias com alguém de opiniões contrárias às nossas! Fora os quase xingamentos, já que ele tentava me provocar e eu sempre revidava prontamente, acabei a noite, ou melhor, a madrugada, pensando numa questão muito interessante: esse tal de “alternativo”, existe ou não existe? Penso que bandas, pessoas ou a própria mídia se denominam assim, mesmo que não siga coerentemente os padrões, mas parece uma moda dizer que “sou alternativo”. Pois bem, fui ver o real significado da palavra, para não falar besteira: al.ter.na.ti.vo adj. 1. Que se diz, ou faz, ou ocorre com alternação. 2. Que permite escolha. 3. Bras. Fig. Que não está ligado a grupos ou tendências dominantes; que adota posição independente. A terceira denominação é a mais próxima. Segundo o meu amigo, musicalmente falando, alternativo é quem “ não faz música de acordo com padrões impostos”, e, segundo meu professor, que “não pensa unicamente no lucro proveniente da venda de CD’s”. De ontem pra cá o tempo não foi suficiente pra eu chegar à conclusão se isso realmente existe. Lembrei-me do Lobão, hoje pela manhã, mas o seu recurso não pode ser mais considerado “alternativo”, já que vários artistas, (Agnaldo Timóteo, por exemplo) que não são “alternativos”, usam a mesmo recurso (de ser o próprio distribuidor do seu próprio produto), dispensando assim, o trabalho da gravadora. Pra mim, o que muda, é só o destino do dinheiro, que vai direto pra mão do artista, sem intermediários. Mas a questão é bem mais profunda. O que, exatamente, caracteriza a transição, de tradicional para alternativo? Como se não bastasse o BUM do “alternativo” na música, há também uma “mídia alternativa” e até o estilo “alternativo”. Meu Deus, é moda agora! Dizem que o All Star é o acessório preferido... sou alternativa e não sabia, pois uso o meu branquinho sem nenhuma pretensão. Pois é, já tenho uma opinião formada sobre o assunto, opinião essa que pode ser mudada daqui a cinco minutos, graças a Deus. Acho isso tudo uma besteira, essa resistência à indústria cultural (discípulos de Adorno). Adoro música e sou bem simples no critério: gosto das músicas que me tocam. O que me interessa se Los Hermanos (a minha preferida) falam que são “alternativos” e tocam na Malhação? Ou no Faustão? Não pode? O que tem de errado na malhação? Pq passa na Globo? E o que tem errado com a Globo? Manipula? E quem se deixa manipular? Os burros? E qual o problema com os burros? Tem gente que não tem o que fazer... certas questões são um saco discutir, pois o gosto não se discute. Se meu amigo gosta de Belo, que mal há? É burro? Por quê? E se eu gosto de Los Hermanos, sou alternativo? Por que, fiz alguma escolha entre bom e ruim? Não, apenas ouvi e gostei, e adoro. Como poderia gostar de Frank Aguiar ou Zezé de Camargo, se me tocassem. Como o gosto musical pode interferir na personalidade, na índole, no bom papo que você pode levar com a pessoa e no que ela vem a pensar? Essa situação me leva a crer que, das duas uma: ou essas coisinhas se escondem atrás de uma máscara com essa mania de rotular tudo e todos, ou sendo “alternativos”, independentemente, adotaram a posição extrema de se acharem os donos da razão, do alto de um pedestal no qual que eles mesmos se colocam, e de lá só enxergam a casca e são incapazes de se humanizar, como se isso fosse possível. E viva o “alternativo”, se ele realmente existir.

A.C.A

Faça um pedido

Qualquer semelhança
não é "mera" coincidência,
afinal, é olhando estrelas
que se sonha, que se ama e
que se vive!!!


Faça um pedido. Olhe para o céu, e certifique-se de que há estrelas. Feche os olhos e peça com fé. Fé naquilo que te faz ser forte e te carrega para frente. Que te deixa seguro para atravessar um rio, mesmo que ele esteja cheio de pedras e que a margem pareça longe. Mesmo que o barco esteja virando e a chuva começando. Nade, e sinta os pingos caírem sobre sua face, mesmo que venha o frio, e a fome te aperte. E que a sede te atropele. Não pare. Embora o rio esteja com pedras e você esteja descalço. Pule o mais alto que puder, mesmo que não tenha forças e que suas pernas não te obedeçam. Sonhe. Cada vez mais alto, embora esteja no fundo do poço, sempre há um motivo para acreditar, para pensar na solução e procurar as respostas. Não fique calado, não sente, não durma. Grite, levante, acorde, sonhe e faça um pedido. Mesmo que não haja estrelas, que os olhos estejam abertos e que tenha acabado a fé. Mesmo que não esteja indo à frente, e seja um inseguro e que o rio tenha secado. Mesmo com o barco quebrado, a chuva cessando e os braços faltando. Mesmo com as pedras, os espinhos, a fome o desafio. Mesmo sem pular, mesmo sem sonhar, mesmo sem gritar, acordar, faça um pedido. Mesmo que não tenha céu para olhar...faça um pedido e ele se realizará.
A.C.A

PS.:Coragem e fé...
Renatinha W., amiga, esse post
é em sua homenagem!!!

Por um New Journalism

Hoje ouvi, na TV, quando alguém falou: “Pra ser uma repórter, hoje em dia, só é preciso ter bunda e peito grande”. Primeiro fiquei atenta, pois dali poderia sair alguma dica interessante, embora eu não soubesse quem estava falando, mas quando ouvi o desfecho, quase caí pra trás. Primeiro que não tenho tais atributos (pelo menos não como os das dançarinas do É o Tchan), e se tivesse, não teria a menor pretensão de usá-los na minha profissão (nem sei onde eles entrariam) e segundo, que desde quando peito e bunda rendem uma boa matéria? Na hora ri, mas depois fiquei pensando, que da forma que o mundo vai, daqui pro ano 2010, as entrevistas para vagas em jornais, serão pautadas pela aparência e a forma como a mulher rebola, e não mais pelo conhecimento que tem em várias áreas e pela fluência em outras línguas. Logo me imaginei e entrei em pânico, sem saber rebolar, mexer o quadril e botar o dedinho na boca, para agradar o chefe da redação, ou até mesmo fazer a dança da bundinha, para encher de orgulho o dono do jornal. E o que dizer de uma provável dança do streap-tease para ganhar audiência? Então corri pra frente da TV para ver as repórteres e apresentadoras de jornal, como elas se comportavam e se já havia algum rastro dessa moderna forma de se fazer notícia. Primeiro vi uma apresentadora em um desses programas da tarde. Chamou-me a atenção a sua forma de falar, sempre rindo, como uma doente mental (que me desculpem os doentes mentais). Pensei: “do que ela ri tanto?” e depois cheguei à conclusão de que rir é a única forma que ela tem de expressar suas fraquezas interiores. É uma pessoa difícil de se dar credibilidade, quando se sabe que mostrar tristezas humanas, é a forma mais vil de se entrar na guerra pela audiência. Cansei daquele programa. Fui para outro canal. Vejam só, uma ex BBB (vocês sabem do que se trata a sigla), falando errado e se exibindo com um microfone. Caramba, lá na faculdade, a gente tira nota baixa por que escreve errado, tem medo de fazer passagem e falar besteira, e a ex BBB, sem nenhuma preocupação, falando a clássica pérola “pobrema”? Quase chorei! Sem falar em uma ex-miss, querendo passar imagem de comentarista de futebol, deixando-nos perceber claramente que todos os seus comentários são monitorados por um diretor, que lhe dá todas as informações por um ponto. Isso é atestado de burrice! O ponto auxilia, mas no caso dela, serve de muletas, para uma deficiência, não física, mas de formação profissional. Aliás, o que tem de bonito na profissão de jornalista, que agora todo mundo quer ser? Eu sei o que tem de bonito; o serviço que presta à sociedade, a capacidade e possibilidade que tem de passear por todas as áreas e falar sobre vários assuntos, dentre outras belezas. Mas rostinho bonito ter importância? Sair na Playboy? Ser capa da Sexy? Ou quem sabe entrar na novela das oito? Precisa “aturar” durante quatro anos política, economia, arte e tudo que o curso oferece, para um dia usar a influência de um passado de Reality Show ou qualquer coisa que faça sucesso no Brasil? Não tenho nada contra, pois estudando tanto quanto pessoas que realmente gostam de Jornalismo, tem o mesmo direito de trabalhar, e tem o meu apoio. Mas por favor, o mínimo de dignidade de honrar o meio de comunicação e o telespectador, fazer as coisas com seriedade, preocupar-se com a formação profissional. Depois de todas as minhas análises pensei, pensei, fui até a cozinha, abri um iogurte e cheguei à conclusão de que 2010 já havia chegado. Nada muito óbvio, mas uma mistura de *sacanagem intelectual e “dedinho na boca” só para entrar em horário nobre. Será que eu ainda consigo emprego?




*sacanagem intelectual: imoralidade , safadeza, que é intrínseco ao pensamento que se comporta diferente da ação do corpo. É como se a pessoa tentasse fazer o certo, mas com o intuito de obter êxito, não naquilo que faz, mas no que está por trás de sua intenção ao fazê-lo.

P.S: caso não tenha entendido, foi mal, a definição foi minha, mas nem eu mesma entendi direi
to.