sábado, 19 de maio de 2007

Viva o "alternativo"

Nunca pensei que o Orkut e o MSN me seriam tão úteis. Pois eis que encontrei um amigo por lá, e conversei com ele até altas horas da noite, tirando lições de como é agradável trocar idéias com alguém de opiniões contrárias às nossas! Fora os quase xingamentos, já que ele tentava me provocar e eu sempre revidava prontamente, acabei a noite, ou melhor, a madrugada, pensando numa questão muito interessante: esse tal de “alternativo”, existe ou não existe? Penso que bandas, pessoas ou a própria mídia se denominam assim, mesmo que não siga coerentemente os padrões, mas parece uma moda dizer que “sou alternativo”. Pois bem, fui ver o real significado da palavra, para não falar besteira: al.ter.na.ti.vo adj. 1. Que se diz, ou faz, ou ocorre com alternação. 2. Que permite escolha. 3. Bras. Fig. Que não está ligado a grupos ou tendências dominantes; que adota posição independente. A terceira denominação é a mais próxima. Segundo o meu amigo, musicalmente falando, alternativo é quem “ não faz música de acordo com padrões impostos”, e, segundo meu professor, que “não pensa unicamente no lucro proveniente da venda de CD’s”. De ontem pra cá o tempo não foi suficiente pra eu chegar à conclusão se isso realmente existe. Lembrei-me do Lobão, hoje pela manhã, mas o seu recurso não pode ser mais considerado “alternativo”, já que vários artistas, (Agnaldo Timóteo, por exemplo) que não são “alternativos”, usam a mesmo recurso (de ser o próprio distribuidor do seu próprio produto), dispensando assim, o trabalho da gravadora. Pra mim, o que muda, é só o destino do dinheiro, que vai direto pra mão do artista, sem intermediários. Mas a questão é bem mais profunda. O que, exatamente, caracteriza a transição, de tradicional para alternativo? Como se não bastasse o BUM do “alternativo” na música, há também uma “mídia alternativa” e até o estilo “alternativo”. Meu Deus, é moda agora! Dizem que o All Star é o acessório preferido... sou alternativa e não sabia, pois uso o meu branquinho sem nenhuma pretensão. Pois é, já tenho uma opinião formada sobre o assunto, opinião essa que pode ser mudada daqui a cinco minutos, graças a Deus. Acho isso tudo uma besteira, essa resistência à indústria cultural (discípulos de Adorno). Adoro música e sou bem simples no critério: gosto das músicas que me tocam. O que me interessa se Los Hermanos (a minha preferida) falam que são “alternativos” e tocam na Malhação? Ou no Faustão? Não pode? O que tem de errado na malhação? Pq passa na Globo? E o que tem errado com a Globo? Manipula? E quem se deixa manipular? Os burros? E qual o problema com os burros? Tem gente que não tem o que fazer... certas questões são um saco discutir, pois o gosto não se discute. Se meu amigo gosta de Belo, que mal há? É burro? Por quê? E se eu gosto de Los Hermanos, sou alternativo? Por que, fiz alguma escolha entre bom e ruim? Não, apenas ouvi e gostei, e adoro. Como poderia gostar de Frank Aguiar ou Zezé de Camargo, se me tocassem. Como o gosto musical pode interferir na personalidade, na índole, no bom papo que você pode levar com a pessoa e no que ela vem a pensar? Essa situação me leva a crer que, das duas uma: ou essas coisinhas se escondem atrás de uma máscara com essa mania de rotular tudo e todos, ou sendo “alternativos”, independentemente, adotaram a posição extrema de se acharem os donos da razão, do alto de um pedestal no qual que eles mesmos se colocam, e de lá só enxergam a casca e são incapazes de se humanizar, como se isso fosse possível. E viva o “alternativo”, se ele realmente existir.
Nunca pensei que o Orkut e o MSN me seriam tão úteis. Pois eis que encontrei um amigo por lá, e conversei com ele até altas horas da noite, tirando lições de como é agradável trocar idéias com alguém de opiniões contrárias às nossas! Fora os quase xingamentos, já que ele tentava me provocar e eu sempre revidava prontamente, acabei a noite, ou melhor, a madrugada, pensando numa questão muito interessante: esse tal de “alternativo”, existe ou não existe? Penso que bandas, pessoas ou a própria mídia se denominam assim, mesmo que não siga coerentemente os padrões, mas parece uma moda dizer que “sou alternativo”. Pois bem, fui ver o real significado da palavra, para não falar besteira: al.ter.na.ti.vo adj. 1. Que se diz, ou faz, ou ocorre com alternação. 2. Que permite escolha. 3. Bras. Fig. Que não está ligado a grupos ou tendências dominantes; que adota posição independente. A terceira denominação é a mais próxima. Segundo o meu amigo, musicalmente falando, alternativo é quem “ não faz música de acordo com padrões impostos”, e, segundo meu professor, que “não pensa unicamente no lucro proveniente da venda de CD’s”. De ontem pra cá o tempo não foi suficiente pra eu chegar à conclusão se isso realmente existe. Lembrei-me do Lobão, hoje pela manhã, mas o seu recurso não pode ser mais considerado “alternativo”, já que vários artistas, (Agnaldo Timóteo, por exemplo) que não são “alternativos”, usam a mesmo recurso (de ser o próprio distribuidor do seu próprio produto), dispensando assim, o trabalho da gravadora. Pra mim, o que muda, é só o destino do dinheiro, que vai direto pra mão do artista, sem intermediários. Mas a questão é bem mais profunda. O que, exatamente, caracteriza a transição, de tradicional para alternativo? Como se não bastasse o BUM do “alternativo” na música, há também uma “mídia alternativa” e até o estilo “alternativo”. Meu Deus, é moda agora! Dizem que o All Star é o acessório preferido... sou alternativa e não sabia, pois uso o meu branquinho sem nenhuma pretensão. Pois é, já tenho uma opinião formada sobre o assunto, opinião essa que pode ser mudada daqui a cinco minutos, graças a Deus. Acho isso tudo uma besteira, essa resistência à indústria cultural (discípulos de Adorno). Adoro música e sou bem simples no critério: gosto das músicas que me tocam. O que me interessa se Los Hermanos (a minha preferida) falam que são “alternativos” e tocam na Malhação? Ou no Faustão? Não pode? O que tem de errado na malhação? Pq passa na Globo? E o que tem errado com a Globo? Manipula? E quem se deixa manipular? Os burros? E qual o problema com os burros? Tem gente que não tem o que fazer... certas questões são um saco discutir, pois o gosto não se discute. Se meu amigo gosta de Belo, que mal há? É burro? Por quê? E se eu gosto de Los Hermanos, sou alternativo? Por que, fiz alguma escolha entre bom e ruim? Não, apenas ouvi e gostei, e adoro. Como poderia gostar de Frank Aguiar ou Zezé de Camargo, se me tocassem. Como o gosto musical pode interferir na personalidade, na índole, no bom papo que você pode levar com a pessoa e no que ela vem a pensar? Essa situação me leva a crer que, das duas uma: ou essas coisinhas se escondem atrás de uma máscara com essa mania de rotular tudo e todos, ou sendo “alternativos”, independentemente, adotaram a posição extrema de se acharem os donos da razão, do alto de um pedestal no qual que eles mesmos se colocam, e de lá só enxergam a casca e são incapazes de se humanizar, como se isso fosse possível. E viva o “alternativo”, se ele realmente existir.

A.C.A

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