Um vestido, uma bolsa uma fotografia.
Lá está o botão, que cabe dentro dela, foi lá que eu vi. Que a boneca, o chinelo, o ventilador, ventila o pé descalço, o sorriso de plástico, a inocência de quem parou.
Gavetas, caixas, cadeiras. Há roupas, há carta, há gente.
Visto-me, escrevo, sento e choro copiosamente.
Viro-me, espelho.
Deprimo-me, quadrados.
Levanto-me, batidas.
Vejo-me refletida, a tristeza é amiga.
E cada compartimento de mim é um ato que me domina.
Não entre, não saia, não fique.
Prefiro a solidão, prefiro a companhia.
Mas vamos lá fora, ver o povo dar bom-dia.
21/12/06
quarta-feira, 6 de junho de 2007
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