Na rua ao lado, ouvia-se o toc-toc. Insistente, decadente, ele batia, já cansado, quase parando. Como se o continuar fosse a condição principal para alcançar os objetivos. Tem dias que é assim. Batemos, insistentes, e nada. Nada de pedra dura furada, mesmo com água mole batendo. A ação primeira evita as ações conseqüentes (ou inconseqüentes). Aí lembro de certos relacionamentos. Aquele que se arrasta lentamente, enquanto o outro já se arrasta para o lado oposto. Sobe poeira... tosse...bocejo. Dá um sono! De saber que algo está para se acabar, vem o lamento e a tristeza de pensar no fim. E volta a bater. Mesma tecla, mesmo prego. O toc-toc diário, ao sair de casa, ao voltar, ao meio-dia. Almoçar em paz! Um fala, o outro resmunga. O que resmunga quer deixar e o que fala se desculpa. E se arrasta... poeira. E bate... toc-toc. Os dois cansados, e o tempo passou. A vida é que passou mais rápido, naquela rua ao lado, onde se ouvia, insistente e decadente... o toc-toc.
20/12/06
quarta-feira, 6 de junho de 2007
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2 comentários:
e aí a gente não sabe se deve continuar ou toimar coragem e seguir o nosso rumo...
como eu admiro pessoas que conseguem expressar exatamente o q sentimos...infelizmente já passei por um toc-toc desses. =/
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